
O que é o Dossiê de Inclusão?
O dossiê de inclusão visa contribuir para a busca de sentido na produção de conhecimentos no transcorrer de nossos estudos. Este documento busca a completude de suas descobertas em que o respeito às singularidades será respeitado na medida em que cada aluno(a) será encorajado à reflexão e a sistematização de suas experiências num formato original capaz de apontar para as conquistas individuais.
Este espaço está sendo criado com o intuito de registrar informações sobre a inclusão de portadores de necessidades educacionais especiais.
Unidade 1
Gostaria de colocar que trabalho em uma escola situada na zona rural, que possui vários alunos portadores de necessidades educacionais especiais e esta, não oferece apoio especializado. Geralmente estes alunos repetem um ou mais anos letivos.
Na minha opinião, os alunos portadores de necessidades educacionais especiais, que frequentam a rede regular de ensino, sem apoio de salas de recursos, ao invés de serem incluídos estão sendo excluídos. A grande maioria dos colegas os discriminam por suas dificuldades inclusive vários profissionais da educação.
Em torno de três anos atrás, eu participei de um curso de capacitação para portadores de necessidades educacionais especiais, na cidade de Osório, RS. Foram muitos os aprendizados, e gostaria de destacar um deles que, para mim, foi muito marcante.
"É preciso partir do ponto em que o aluno se encontra, investir em suas capacidades".
Unidade 2
Trabalho na escola Sagrada Família, situada no município de Morrinhos do Sul, esta, oferece o ensino fundamental e médio, atendendo a um total de 252 alunos, possui 27 docentes e cinco funcionárias. Esta escola situa-se na sede do município e é a única deste a oferecer o ensino médio.
O ensino fundamental é oportunizado aos moradores da região nos turnos manhã e tarde e o médio nos turnos tarde e noite.
Frente à proposta desta unidade 2, entrevistei uma supervisora da escola para saber, mais detalhadamente, questões referentes à instituição na qual trabalho. Esta supervisora me relatou a presença de 3 alunos com deficiência ou necessidades educativas especiais na escola.
Uma aluna “Ana” do ensino médio, que possui baixa visão, usa óculos para fazer a correção deste problema, se destaca muito bem em todas as disciplinas, não havendo a necessidade de um atendimento paralelo, por exemplo.
Um aluno da 6ª série “Paulo” possui dificuldades acentuadas de aprendizagem não conseguindo acompanhar as atividades curriculares, repetindo vários anos ao longo do ensino fundamental.
A supervisão identifica em um aluno, “Carlos”, do primeiro ano do ensino médio, da noite, dificuldades de aprendizagem, mas, não possui o diagnóstico de um especialista. Imagina-se que ele possua certo grau de síndrome de Down, mas nada comprovado. Acredito que é importante a identificação do problema do aluno para facilitar o trabalho dos profissionais da educação para com este.
A partir deste ano, a escola está fazendo um atendimento diferenciado quanto à participação e avaliação referentes aos alunos “Carlos” e “Paulo”. A supervisora não esclareceu como está sendo este atendimento diferenciado, mas imagino que sejam atividades e avaliações relativas as capacidades de cada indivíduo. Esta mesma relatou que este atendimento diferenciado não está ainda registrado no projeto político pedagógico da escola. A Resolução CNE/CEB Nº 2 de 11 de fevereiro de 2001 apresenta:
“Art. 15. A organização e a operacionalização dos currículos escolares são de competência e responsabilidade dos sistemas de ensino, devendo constar de seus projetos pedagógicos as disposições necessárias para o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos, respeitadas, além das diretrizes curriculares nacionais de todas as etapas e modalidades da Educação Básica, as normas dos respectivos sistemas de ensino.”
Apesar desta forma diferenciada de atendimento não estar registrada no PPP da escola eu me equivoquei na unidade 1 quando relatei que a maioria dos alunos portadores de necessidades educacionais especiais, na escola onde trabalho, ao invés de serem incluídos estão sendo excluídos.
Quanto a um aluno “João” que possui problemas neurológicos e seria objeto de estudo meu ao longo deste dossiê, recentemente, pediu transferência para outra escola do município. Acredito que seja pela falta de apoio maior das instituições de ensino e especialmente pelo descaso das autoridades que não proporcionam os recursos necessários ao pleno atendimento dos portadores de necessidades educacionais especiais que é comum, estes alunos, pedirem transferência de uma escola para outra.
UNIDADE 3
PARTE A)
Após a proposta da unidade 3, entrevistei a secretária de educação Zaneide Carlos Webber, do município de Morrinhos do Sul, visto que, é o município em que trabalho.
Neste município, não há atendimento especializado para as pessoas portadoras de necessidades educacionais especiais, no entanto, este município oferece apoio a estas pessoas e suas famílias.
O município custeia o transporte e o atendimento na APAE de Três Cachoeiras para estas pessoas portadoras de necessidades educacionais especiais, com exceção dos surdos-mudos.
Como não há atendimento para os surdos-mudos na APAE, o município se encarrega quanto ao transporte de dois alunos que estudam em uma escola no município de Torres, que possui profissionais capacitados a atendê-los.
Neste município, há alunos que frequentam a rede regular de ensino e também a APAE de Três Cachoeiras.
Há uma aluna que possui deficiência física, com grandes dificuldades de locomoção, estuda na rede regular de ensino e também é atendida na AACD, em Porto Alegre, e o município se responsabiliza quanto ao seu transporte.
Dentro do município há também alunos com necessidades educacionais especiais que frequentam somente a rede regular de ensino.
O município oferece também apoio psicológico (uma psicóloga nomeada) a estes alunos portadores de necessidades educacionais especiais.
O número de alunos atendidos com necessidades educacionais especiais é em torno de 22.
PARTE B) ESTUDO DE CASO
O aluno que seleciono para ser meu “estudo de caso” tem 15 anos, possui problemas neurológicos, e atualmente se encontra na 5ª série.
Estudou três anos na escola onde trabalho, no início deste ano, pediu transferência para outra escola do município, vou chamá-lo de “Carlos”.
Escolhi este menino porque quando ele estudava na escola onde trabalho, eu e ele mantínhamos uma relação muito boa.
Após as leituras referentes a unidade 3, solicitadas por esta interdisciplina, pude compreender a grande necessidade de atendimento educacional especializado, nas escolas, para os portadores de necessidades educacionais especiais.
Todas as escolas deveriam possuir salas de recursos multifuncionais, com professores habilitados a atender as diversas necessidades dos educandos, materias diversos, assim como, uma participação efetiva destes professores na elaboração do PPP da escola e uma intensa relação destes discentes com os da sala de aula comum.
O aluno deveria frequentar a sala de aula comum em um turno e no outro, a sala de recursos multifuncionais.
Isto é algo que não acontece no município onde trabalho nem em outras escolas da região, as escolas oferecem aulas de reforço em turno oposto, mas não o atendimento para surdos, para cegos, por exemplo. Sei que o MEC disponibiliza de uma grande variedade de materiais para atender a estes educandos, no entanto, sei também que é necessário investimentos por parte do governo para que os direitos destes cidadãos sejam realmente concretizados.
É preciso nos sensibilizarmos frente a esta questão, compreendermos que todos tem os mesmos direitos, inclusive no que se refere a educação.
UNIDADE 4
Frente à proposta desta unidade, decidi ir até a casa da mãe do aluno que selecionei para ser meu “estudo de caso” e por meio do diálogo, coletar algumas informações referentes a este educando.
Este aluno será chamado de “Carlos”, possui 15 anos e estuda na 5ª série do ensino fundamental.
Esta família é composta por 4 integrantes: Carlos, seu pai, sua mãe e sua irmã. Pude perceber que se trata de pessoas simples/humildes, que possuem muitos valores, como a ética, o respeito, a dignidade, a moral, entre outros.
O pai e a mãe de Carlos são agricultores. Sua mãe me relatou questões interessantes sobre seu filho, este, é um rapaz que possui dificuldades de concentração, no entanto, possui outras grandes habilidades como a arte de cozinhar.
Carlos estudava na escola onde trabalho, que oferece o ensino médio e fundamental, situada na sede do município, até uns dois meses atrás, depois, foi transferido para uma escola municipal, que oferece atendimento somente para o ensino fundamental, possui um número menor de alunos onde a grande maioria destes é proveniente de famílias de menor poder aquisitivo comparado aos da instituição onde trabalho.
A mãe de Carlos afirma que seu filho obteve um grande crescimento depois que passou a estudar nesta nova escola mais aconchegante. Ela relata que a grande maioria dos trabalhos são realizados em duplas, grupos, incentivando a troca de experiências e a aprendizagem, visto que, Carlos é um aluno muito participativo. Este mudou, significativamente, seu comportamento.
A mãe relata que Carlos faz acompanhamento psicológico, neurológico e endocrinológico (tireóide). Afirma também que seu filho possui consciência de suas dificuldades e que sofre muito preconceito, desta forma, acaba sentindo-se muito carente, apesar de todo o amor e atenção que seus pais o dedicam.
UNIDADE 5
Para a realização desta unidade do dossiê dialoguei com a irmã de Carlos para obter algumas informações que eu ainda não possuía conhecimento, tendo em vista que eu já havia entrevistado a mãe do aluno para a realização da unidade anterior e obtido vários saberes sobre a vida do educando.
Durante esta interdisciplina descobri que o aluno que está sendo meu “estudo de caso” também está sendo analisado por uma colega minha.
Carlos, aos onze meses de idade teve uma grave convulsão. Desde então, passou a se tratar com neurologista.
Há uns oito meses atrás, frente a alguns comportamentos “estranhos” a mãe de Carlos decidiu trocar de neurologista. Este outro profissional receitou os mesmos medicamentos que o primeiro descrevera, no entanto, decidiu voltar a tratar seu filho com o primeiro.
Atualmente, Carlos continua fazendo tratamento com neurologista e além deste, com psicólogo, endocrinologista (tireóide) e fonoaudiólogo, pois possui dificuldades quanto à fala.
O diagnóstico indica que este aluno possui dificuldades de concentração, conforme o relato de sua mãe, já descrito na unidade anterior.
Carlos toma remédios para evitar novamente a convulsão, para dormir e também para o bom funcionamento do cérebro.
UNIDADE 6
COMPORTAMENTOS OBSERVÁVEIS
Realizei uma entrevista com a diretora do colégio onde Carlos estuda, tendo em vista, uma maior compreensão sobre a vida escolar deste aluno.
A diretora relata que este educando é muito carinhoso com os professores, funcionários assim como para com os colegas. No entanto, como este apresenta dificuldades, muitos colegas o provocam, já com o objetivo de fazer com que ele tome atitudes errôneas, como por exemplo, agredir verbalmente e até, fisicamente outros alunos.
Carlos, durante um mesmo dia pode mudar, significativamente, de humor e comportamento. Em um momento pode ser muito amoroso, gentil, já em outros, realizar ações “estranhas” como engatinhar na sala de aula.
Como já citado na unidade anterior, nesta nova escola, Carlos apresentou uma grande melhora quanto à aprendizagem, há muitos trabalhos em grupo, duplas, e este é muito cooperativo, gosta de ajudar, participar, e isto o incentiva quanto aos estudos.
Algo que gostaria de ressaltar é que Carlos possui grandes facilidades na matemática quando resolve cálculos mentalmente, mas possui dificuldades de transpor este raciocínio para o papel. Esta escola valoriza esta facilidade deste educando, realizando avaliações matemáticas escritas e orais. Os professores se surpreendem frente a esta característica deste educando.
A diretora afirma que há uma avaliação diferenciada quanto a este aluno e esta está registrada em documentos que regem a organização da escola, como o regimento escolar.
A família sempre demonstrou grande preocupação com o desempenho escolar de Carlos, o incentiva quando necessário, sua mãe sempre comparece a escola quando solicitada, entre outros. Este aluno está tão empolgado com esta nova escola, que a primeira ação a realizar quando chega em casa é fazer o tema escolar. Isto foi algo citado na entrevista que realizei com a mãe deste aluno para a realização de uma das unidades anteriores.
UNIDADE 7
AVALIAÇÃO
Após ler os textos “diversidade e currículo” de Lenise Caçula Pistóia e “práticas educativas: Perspectivas que se abrem para a educação especial” da autora Anna Maria Lunardi pude ampliar meus conhecimentos em relação às pessoas portadoras de necessidades educacionais especiais.
Para que ocorra a inclusão é necessário muitas mudanças no âmbito escolar, modificações nos documentos que regem a escola, como o projeto político pedagógico e o regimento escolar, implantação de salas de recursos com profissionais habilitados e materiais disponíveis, interlocução entre estes professores e os da sala de aula comum, rampas de acesso, e especialmente uma mudança de concepção por parte dos professores quanto ao direito de todos a terem uma educação de qualidade na rede regular de ensino, entre outros fatores.
A experiência relatada por Padilha (uma menina com deficiência mental) tem relação com o estudo de caso solicitado por esta interdisciplina, pois investigando um determinado sujeito, conhecemos seu contexto e suas peculiaridades e a partir daí encontramos formas de ajudá-lo a desenvolver-se, nos diversos aspectos.
Algo que tenho presente referente a este assunto é que independente do tipo de deficiência ou da dificuldade de aprendizagem é preciso investir nas capacidades que o aluno possui, trabalhar em cima de suas condições, o importante é que ele evolua, cresça, apresente rendimentos e esteja em contato com os outros alunos ditos “normais”, onde uns aprendem com os outros, tendo em vista a quebra do preconceito.
Para ensinar a turma toda, parte-se da certeza de que as crianças sempre sabem alguma coisa, de que todo educando pode aprender, mas no tempo e no jeito que lhe são próprios. ( PISTÓIA, Lenise Caçula)
O aluno Carlos apresentou rendimentos significativos na nova escola, conforme já descrito nas unidades anteriores, esta instituição realiza avaliações diferenciadas para este educando, como por exemplo, avaliações matemáticas escritas e oralmente, visto que este possui grandes facilidades no cálculo mental e dificuldades de colocá-las no papel. Esta forma diferenciada de avaliação está registrada no regimento escolar e deve ser ajustada de acordo com as necessidades do educando.
Nesta escola, a avaliação é representada por notas de 0 a 100 pontos, onde o mínimo exigido para a aprovação é 60. Há várias atividades de grupo, duplas, de pesquisa e como Carlos é muito participativo isto promove seu crescimento.
Nesta instituição educacional não há sala de recursos, mas, deveria haver para oferecer um suporte a mais para a construção da aprendizagem, não somente para Carlos, mas para outros alunos da escola que demonstram algum tipo de dificuldade de aprendizagem ou deficiência.
Ser diferente é normal, é preciso conviver com as diferenças.

Referências Bibliográficas:
PISTÓIA, Lenise Caçula. Diversidade e currículo.
PADILHA, Anna Maria Lunardi. Práticas educativas: Perspectivas que se abrem para a Educação Especial
Comments (12)
Graciela Rodrigues said
at 10:27 pm on Apr 10, 2009
Márcia o que relatas é um pouco preocupante, pois a inclusão deste alunos deve ser um compromisso da escola como um todo. Você trabalha diretamente com alguns deles? De que forma a Escola organiza-se para dar um apoio aos professores?
Márcia said
at 6:26 pm on Apr 13, 2009
Professora Graciela, não trabalho diretamente com nenhum destes alunos, pois, atualmente sou funcionária de escola, mas, já trabalhei em sala de aula.
Acredito que cada professor faz o que está ao seu alcance, como dar atenção especial a um aluno portador de necessidades educacionais especiais em turmas que possui , em torno de 20 alunos? Ainda mais quando este professor trabalha 40 horas, por exemplo.
Quanto a forma de organização da escola para com os professores, relativo ao apoio, é praticamente inexistente. A direção da escola só se "envolve" quando acontece algo fora do comum, como o que aconteceu com um aluno que possui problemas neurológicos, o qual será objeto de estudo meu neste dossiê, chamando o aluno para o diálogo, seus pais...
Graciela Rodrigues said
at 11:37 pm on Apr 13, 2009
Certo Márcia, aguardamos seu estudo de caso a partir das orientações da Unidade 2. Bom trabalho!
Graciela Rodrigues said
at 9:13 am on Apr 21, 2009
Olá Márcia! Trouxeste variados casos que esta Escola tem. Pelo que entendo ela não conta com nenhum serviço educacional especializado no turno inverso com estes alunos, o direfencial está presente na sala de aula com as atividades e avaliações diferenciadas é isso?
Márcia said
at 9:45 pm on Apr 22, 2009
Sim, professora Graciela. A escola não conta com serviço educacional especializado aos alunos em turno oposto.
Graciela Rodrigues said
at 12:58 am on May 3, 2009
Oi Márcia! Trouxeste um panorama completo quanto aos atendimentos especializados que teu município apresenta para alunos com necessidades educacionais especiais, somente senti falta de aproximações com as leituras da unidade, que pontos te chamaram atenção?
Uma observação quanto a nomenclatura "surdo-mudo", ela não é considerada em razão de que os surdos não são mudos, eles não ouvem e por isso não falam, em contrapartida mudo é quem tem problemas no aparelho fonoarticulatório que não é o caso dos surdos, portanto devemos chamá-los de apenas surdos ok? Quanto ao estudo de caso está bem.
Graciela Rodrigues said
at 11:59 am on May 10, 2009
Márcia, complementação realizada.
Graciela Rodrigues said
at 10:58 pm on May 23, 2009
Olá Marcia, além dos dados trazidos você procura refletir sobre os mesmos isto é importante na escrita. Seus dados apresentam um panorama do contexto familiar o o que esta família pensa sobre a Escola. Continue nesta caminhada.....bom trabalho.
Graciela Rodrigues said
at 8:51 pm on Jun 7, 2009
Dados contemplados para a Unidade 5. Márcia tenho conhecimento de que os casos estão sendo estudados às vezes por mais de uma aluna, porém advirto é que as informações são semelhantes mas a forma de escrita devem ser distintas pois cada uma tem uma forma própria de escrita. Abraços.
Graciela Rodrigues said
at 3:57 pm on Jun 22, 2009
Oi Márcia! Seu relato apresenta de forma muito clara as informações para a unidade. Abraços.
Graciela Rodrigues said
at 10:54 pm on Jul 11, 2009
Olá Márcia! Seu texto apresenta reflexões interessantes sobre como entendes o processo de inclusão e como isto foi sendo construído na escola em que Carlos estuda. Observo o termo"pessoas portadoras de necessidades educacionais especiais", são portadoras? Pense e volte ao texto. Abraços.
Márcia said
at 11:13 am on Jul 14, 2009
OLá prof. Graciela, realmente me equivoquei ao usar a expressão "portadoras", na verdade, são pessoas que possuem necessidades educacionais especiais, sejam elas com algum tipo de deficiência ou com dificuldades de aprendizagem.
Um aluno que, hoje, possui esta necessidade, amanhã poderá não possuí-la mais.
Obrigada.
Márcia.
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